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Créditos encolhem cerca de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Quando o assunto é crédito na praça, neste inicio de ano, o que se nota é um sério ambiente de crise e desequilíbrio no Brasil. Segundo dados revelados pelo Banco Central, o Brasil teve uma séria baixa nos estoques de empréstimos – queda de 0,6% de janeiro em relação a dezembro de 2015 –, isto já implica num novo cenário econômico, nada estável e de pouca lucratividade para os bancos do país.

Ainda de acordo com o Banco Central, desde 2007 não se tinha visto um janeiro tão difícil, em termos financeiros. Esse quadro negativo se deve, principalmente, ao aumento da taxa de juros e da inadimplência e, também, da chamada retração econômica. Ou seja, num ambiente de recessão, o que se verifica é uma redução dos estímulos nas duas pontas da economia brasileira, sendo assim a demanda de oferta e procura caiu consideravelmente e contribuiu para a baixa nessas projeções iniciais.

Queda no Crédito

Em 12 meses, o que se pode perceber foi a queda do ritmo do crescimento econômico do país, frustrando as perspectivas do próprio Banco Central – caiu de 6,7% para 6,2% de dezembro para janeiro – que tinha uma expansão de 7%.

Segundo dados do BC, dentro dessa perspectiva, o crédito sofreu uma queda de 4% em relação a janeiro do ano passado, sendo também o quinto mês consecutivo de queda real no estoque. Numa dinâmica desfavorável, outros setores da economia também vêm sofrendo perdas significativas de valores e investimentos, pois já é possível notar esse quadro de crise nos setores de veículos (19%) e de investimentos imobiliários e crédito para investimento em até 12 meses (cerca de 26%) do BNDES.

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Estímulo ao empréstimo

Como medida paliativa, o Governo Federal anunciou, no inicio do mês passado, um pacote de estímulos ao crédito consignado, com fins de diminuir e aquecer novamente a economia. No entanto, a avaliação de mercado demonstrou que esses estímulos não são suficientes para sanar essa crise.

Sendo assim, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, anunciou que a medida cabível nesse momento é o aumento das taxas de juros e, por conseguinte, do aumento da inadimplência “moderada” nos próximos meses. Para ele, esse de inadimplentes também pode ser um ponto positivo, pois permite que os devedores entrem em contato com os Bancos e renegociem suas dívidas – houve um crescimento de 28% na renegociação de empréstimos no mesmo período de 2015. Além desse fator, Maciel acredita que isto pode dar um tempo considerável para que os bancos se recuperem das perdas financeiras e elevem novamente suas reservas contra elas.

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